sábado 28 de enero de 2012

Nem tão virgem assim - Ciência - Notícia - VEJA.com

Nem tão virgem assim - Ciência - Notícia - VEJA.com


Em agosto de 1991, um cargueiro turco levou 22 toneladas de óleo de amêndoas do porto de Ordu, na Turquia, à região de Puglia, no sul da Itália. Os documentos oficiais diziam que o navio trazia o mais puro azeite de oliva grego. Possivelmente com a ajuda de oficiais, o óleo de amêndoas passou pela alfândega e foi entregue à refinaria de Riolio, um produtor de azeite italiano. Misturado ao produto legítimo, foi vendido para o comércio local como azeite de oliva da mais nobre categoria: extravirgem. O caso do cargueiro turco integra um milionário esquema de adulteração de azeite montado na Itália, um dos maiores consumidores do produto no mundo. Os bastidores das fraudes são descritos com detalhes pelo jornalista americano Tom Mueller no livro Extra Virginity: The Sublime and Scandalous World of Olive Oil, publicado em dezembro de 2011, ainda sem edição brasileira. Doutor em história medieval pela Universidade de Oxford, Mueller escreve para grandes veículos americanos, como as revistas The New Yorker e National Geographic, e para o jornal The New York Times.
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Azeite virgem e extravirgemComo são produzidos? A maior parte dos óleos vegetais é extraída em uma refinaria, a partir de sementes ou castanhas, usando solventes, calor e pressão. Contudo, os melhores azeites de oliva são feitos usando uma simples prensa hidráulica ou centrífuga, num processo semelhante ao de espremer uma fruta para retirar seu suco. Este óleo extraído a frio da azeitona recém-colhida é o azeite extravirgem. Com o que sobra das azeitonas faz-se outra extração usando uma temperatura mais elevada e solventes. Este é o azeite virgem ou puro. As azeitonas são extraídas quando trocam de tonalidade, da verde para a mais escura. Idealmente são colhidas à mão e espremidas em até algumas horas, para minimizar a oxidação e as reações enzimáticas, que deixam o óleo com gosto e odor ruim. No livro, que mistura cultura gastronômica com reportagem, Mueller aponta os dois principais vilões da indústria do azeite italiano: Leonardo Marseglia, um dos maiores importadores do país, acusado de falsificar documentos para burlar impostos e vender óleos feitos fora da Europa como se fossem italianos; e Domenico Ribatti, um dos mais importantes atacadistas do mundo, que já foi preso por, entre outras coisas, fraudes como a descrita no início do texto: vender óleo de amêndoas da Turquia como azeite de oliva. De acordo com Mueller, o óleo adulterado por Ribatti foi parar nos estoques de grandes empresas, como Nestlé, Unilever e Bertolli. Para tanto, o governo italiano teria feito vista grossa ao esquema de Ribatti. As empresas citadas por Mueller vendiam o azeite fraudado e ainda recebiam 12 milhões de dólares como subsídio da UE (União Europeia). Em resposta às investigações de Mueller, as companhias afirmaram que foram enganadas por Ribatti. A situação chegou ao ponto de, no fim da década de 1990, o azeite de oliva ser considerado o produto agrícola mais adulterado na UE. Criou-se então uma força-tarefa para investigar a indústria do azeite. De acordo com um dos investigadores entrevistados por Mueller, o lucro da adulteração do azeite era comparável ao tráfico da cocaína, só que sem os riscos. Com o tempo, a UE diminuiu os subsídios para tentar reduzir o crime. Contudo, a fraude do azeite ainda é um grande problema e já atinge outras fronteiras.
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BibliotecaExtra VirginityA jornada que leva o azeite às mesas de todo o mundo está tomada pela fraude e pela adulteração. O jornalista americano Tom Mueller mostra como o mercado internacional de azeite pode ser tão lucrativo quanto o de drogas - só que sem os riscos. Autor: MUELLER, TOM Editora: W. W. NORTON & COMPANYFraude no Brasil — De acordo com Rafael Barrocas, técnico do Ministério da Agricultura, a questão é matemática. "Há mais azeite no mercado do que todas as oliveiras no mundo conseguem produzir", diz em entrevista a VEJA. O técnico coordenou a elaboração do novo regulamento sobre o azeite de oliva no Brasil que entrará em vigor nos próximos meses. Barrocas conta que a Espanha pressionou o governo brasileiro no fim de 2007 para que o país tomasse alguma atitude contra o comércio de azeite fraudado. O país europeu é o segundo maior produtor de azeite do mundo, atrás apenas do Egito. O resultado foi a criação de uma regulamentação mais dura. Com a legislação atual, o azeite importado é submetido a exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, do Ministério da Saúde. Com a nova regulamentação, o azeite terá de passar pelo crivo do Ministério da Agricultura, assim como frutas e cereais, por exemplo. Haverá então uma pré-avaliação para determinar o seu tipo.

Faz mal comer o que acabou de cair no chão? - Superinteressante

Faz mal comer o que acabou de cair no chão? - Superinteressante

Sim, comer o que caiu no chão pode trazer problemas à saúde. Para Marcos Vinicius, infectologista do Instituto Emílio Ribas, de São Paulo, comida do chão só pode ser ingerida se for lavada. Senão, lixo. "É absurdo dizer 'O que não mata engorda'. Não existe princípio técnico e científico para essa afirmação", diz. Em 2006, pesquisadores da Universidade de Clemson, nos Estados Unidos, jogaram um tipo de mortadela em madeira, azulejo e carpete. O fluxo no carpete é mais lerdo que nos outros, mas nos primeiros instantes 99% das bactérias dos pisos já aderiram à comida. E essas bactérias causam doenças como hepatite A e disenteria, que podem até matar. O chão da rua costuma ser mais sujo que o de casa. Mas não há pesquisas que mostrem o quanto sua calçada é mais perigosa que sua cozinha, porque tudo depende do lixo que há na região, o que pode variar de bairro para bairro, lembra Marco Antônio Lemos, doutor em ciências dos alimentos pela UFRJ. Mesmo assim, muita gente se arrisca. Marta Evangelista de Lima, do Conselho Federal de Nutrição, assume. "Já comi, estava na minha casa e sei em que circunstância estava. Se fosse em um hospital ou na rua não me arriscaria." Mitos da sujeira Verdades e mentiras da relação entre o chão que pisamos e aquilo que comemos Comida seca suja menos que cremosa Verdade. A cremosa permite maior crescimento microbiano. Mas a seca também fica contaminada. Imagine uma torrada e uma torrada com manteiga. Ambas caem da mesa. A sujeira fica visível na manteiga. Na seca, a aparência é de limpeza. Mas ela já está cheia de microrganismos. Se ficou menos de 5 segundos no chão, não há perigo Pura bobagem. O tempo de contato com o chão não interfere na contaminação microbiológica. Caiu, contaminou, independentemente do tempo de contato com o piso. Ainda mais se for na rua, mais contaminada do que o chão de casa. Faz mal para você, mas não para o cachorro Verdade. O cachorro tem maior resistência a alguns organismos nocivos ao ser humano. Um cão come comida de rua, mexe no lixo etc. Se uma pessoa fizer isso, tem muito mais chances de ficar doente. Assoprar a comida retira a sujeira Mito. Pode-se até retirar uma sujeirinha aparente. Mas a contaminação microbiológica continua. Além disso, o sopro leva ainda mais microrganismos para o alimento. Por isso não é recomendado assoprar a comida de um bebê. Fontes: Cláudio Lima, mestre em tecnologia de alimentos e apresentador do programa Inspetor Saúde (SBT-CE); Marcos Vinicius, infectologista do Instituto Emílio Ribas; Marco Antônio Lemos, doutor em ciências dos alimentos pela UFRJ.

jueves 26 de enero de 2012

Evolucionismo X Criacionismo

Seguir por uma vida no crime pode estar no seu DNA



Seus genes podem ser os grandes responsáveis pelos caminhos que você escolhe tomar ao longo da vida, sejam eles bons ou maus. De acordo com um estudo da Universidade do Texas, a delinquência pode ser mais fortemente influenciada por uma combinação de genes, do que por motivos externos. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores olharam para os fatores que levam algumas pessoas a levarem uma vida inteira de crimes e compararam com pessoas que só tem atitudes negativas durante a adolescência. O estudo foi conduzido com alguns pares de gêmeos, idênticos e não idênticos, e procurou avaliar o comportamento, o histórico criminal e a composição genética de cada voluntário. Assim, foi possível identificar que atitudes criminais eram muito mais recorrentes em gêmeos idênticos. Apesar dos fatores ambientais e educacionais influenciarem no mau comportamento, a avaliação mostrou também que os genes podem tornar uma pessoa predisposta a ter atitudes consideradas incorretas. Os pesquisadores ainda não conseguiram especificar os genes envolvidos, porém, a descoberta vai complementar uma série de estudos que ligam genética à fatores comportamentais e poderá, futuramente, ser importante para ajudar na diminuição e solução de crimes policiais.

http://sociedad.elpais.com/sociedad/2012/01/25/actualidad/1327524588_593356.html

Una de las líneas de trabajo más prometedoras e interesantes en la investigación contra la obesidad se centra en la grasa. Pero no en la responsable del sobrepeso, de color blanquecino y amarillento, sino en la parda o marrón, que, curiosamente, quema calorías y adelgaza.
El gran reto en el que trabajan distintos laboratorios consiste en saber activar su funcionamiento, es decir, descubrir el interruptor que permita adelgazar a voluntad. Dos relevantes artículos recién publicados apuntan en dos direcciones: pasar frío y hacer ejercicio.
Estas dos pistas son más importantes de lo que pueden parecer a simple vista (es conocida la relación del frío y el ejercicio en el adelgazamiento).
En el caso del frío, nunca se había demostrado en humanos (sí en ratones) que una exposición a bajas temperaturas sirviera para activar la grasa parda. Hasta 2009 tampoco se había descrito la presencia y actividad de este nuevo tejido en adultos humanos. Se creía que solo estaba presente en ratas y bebés, que lo usan para mantener su temperatura corporal.
Hasta 2009 no se describió la presencia de grasa parda en adultos
Un artículo publicado en el Journal of clinical investigation, coordinado por André Carpentier, de la Universidad de Sherbrooke, en Quebec, ha dado este paso en un ensayo en el que participaron seis hombres de entre 23 y 42 años a los que se sometió a frío moderado durante fracciones de dos horas (su temperatura en la piel cayó entre 3,8 y 0,4 grados).
“El trabajo tiene una gran importancia clínica”, apunta Francesc Villarroya, miembro del Centro de Investigación Biomédica en Red (Ciber) de Fisiopatología de la Obesidad y Nutrición. “Un estímulo tan simple como un ambiente frío genera un impacto y pone en marcha el funcionamiento de esta grasa buena que consume calorías”, indica. Además, va más lejos: “Se podría inducir una relación entre la obesidad y temperaturas excesivamente altas en las casas”.
El deporte también activa el tejido adiposo marrón —en sus células abundan las mitocondrias, de ahí su tonalidad—, según un trabajo publicado en Nature entre cuyos autores figura Bruce Spiegelman, profesor de Biología y Medicina en el Dana-Faber Cancer Institute de la Universidad de Harvard.
Este equipo de investigadores ha descubierto (esta vez sí, en ratones) una hormona nueva (que han bautizado como irisina) que genera el músculo cuando se ejercita y que se dirige a la grasa parda con la misión de despertar su funcionamiento.
De esta forma, al hacer deporte, “no solo se queman calorías por el movimiento, sino que además existe un consumo extra por la activación de este tejido” que, también, pero de forma paralela, consume las reservas de lípidos, comenta Francesc Villarroya. Este investigador promete nuevos hallazgos: “Esta área del metabolismo está estallando”.

Alimento frito em azeite ou óleo de girassol não faz mal ao coração - Saúde - Notícia - VEJA.com

Alimento frito em azeite ou óleo de girassol não faz mal ao coração - Saúde - Notícia - VEJA.com

lunes 9 de enero de 2012

Dieta equilibrada pode beneficiar crianças hiperativas, diz estudo - Saúde - Notícia - VEJA.com

Dieta equilibrada pode beneficiar crianças hiperativas, diz estudo - Saúde - Notícia - VEJA.com

Seguir uma dieta saudável pode melhorar o comportamento de crianças que sofrem de transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), revelou um estudo publicado na edição desta segunda-feira da revista americana Pediatrics. Mas só deve ser seguida se fracassarem a terapia e a medicação. "Uma atenção maior à educação de pais e filhos para que sigam uma dieta saudável, que omita elementos que parecem predispor ao TDAH, talvez seja o tratamento complementar ou alternativo do TDAH mais promissor e prático", destacou o estudo, feito por médicos da Northwestern University Medical School, de Chicago. "A educação pública quanto a um modelo de dieta e um estilo de vida saudável para prevenir ou controlar o TDAH pode ter um êxito maior a longo prazo", afirmam os cientistas, que mencionaram uma dieta rica em peixe, verduras, frutas, legumes e grãos inteiros.Método alternativo — No entanto, os cientistas, que revisaram os últimos estudos sobre o tema, encontraram evidências contraditórias sobre o impacto dos suplementos e as dietas com restrições, que em alguns casos não tiveram desempenho melhor do que um placebo. Portanto, destacaram que as intenvenções nutricionais devem ser consideradas um método alternativo ou secundário para tratar o TDAH, e não uma primeira opção.